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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Análise: Assassin's Creed: Liberation HD


  • ONTOS POSITIVOS
  • Ambientação
  • Aveline
  • PONTOS NEGATIVOS
  • Gerenciamento da frota
  • Missões ruins









CONSIDERAÇÕES

Antes exclusivo para PS Vita, "Liberation" chega ao PC, Xbox 360 e ao PlayStation 3 com as devidas melhorias gráficas e controles melhores, mas traz também os bugs e fraquezas que impediram o game de se tornar uma estrela na leva inicial do portátil da Sony.

"Liberation" é um "Assassin's Creed" para iniciantes, com missões bem lineares e um mundo aberto menor, que se apresenta de forma cadenciada para o jogador. Aveline é uma personagem interessante, que merecia ser melhor explorada - assim como sua relação com Connor, o herói de "Assassin's Creed III".

Para os fãs da série que não estão interessados em um PS Vita, "Liberation HD" é um passeio válido. Mas não espere por uma experiência vasta como a do recente "Black Flag".

INTRODUÇÃO

Lançado originalmente para PS Vita, "Liberation" é um dos poucos "Assassin's Creed" portáteis que dá continuidade aos eventos da série principal. O jogo é ligado aos acontecimentos de "Assassin's Creed III" e tem também uma conexão tênue com o mundo atual mostrado em "Black Flag".

Mais importante, "Liberation" traz a primeira assassina da franquia, Aveline de Grandpe. De certa forma, a moça traz alguns dos elementos que tornariam Edward, o pirata de "Black Flag", um dos favoritos dos fãs: Aveline não se importa tanto com os Templários ou mesmo com a causa dos Assassinos. Sua luta é contra a escravidão no sul dos EUA, onde vive - tema parecido com o do elogiado DLC "Freedom Cry", de "Assassin's Creed IV".

O jogo traz as mecânicas exploração e combate típicas da série, mas em um ritmo mais suave e apropriado para a plataforma portátil. Na versão para PC, PS3 e Xbox 360, fica a impressão de ser um "Assassin's" para iniciantes.

PONTOS POSITIVOS

  • Ambientação
  • "Liberation" lida com o tema da escravidão e faz isso melhor do que "Freedom Cry", o elogiado DLC de "Assassin's Creed IV". Mesmo que o jogo conte uma boa história de uma forma ruim, ainda assim a ambientação do sul dos EUA no século 18 é interessante e desperta curiosidade - até mais do que a Guerra da Independência de "ACIII".

    As aventuras de Aveline se passam em New Orleans e nos pântanos da Lousianna, o chamado Bayou. Há referências aos conflitos franco-indígena e a Revolução Americana, assim como às influências francesa e espanhola na colonização da região. Porém, isso tudo permeia a trama do jogo, sem nunca ocupar o centro do palco.

    Para a felicidade de muitos jogadores, a aventura é toda legendada em português, o que facilita a imersão no enredo.
  • Aveline
  • Primeira assassina da franquia, Aveline é um personagem mais interessante do que seu contemporâneo Connor, ainda que os dois compartilhem elementos em comum - e que poderia ser exibido melhor na aventura.

    Assim como Edward, de "Assassin's Creed IV", Aveline não se importa tanto com as motivações dos Assassinos e dos Templários e usa suas habilidades para uma causa que considera mais importante: a luta contra a escravidão.

    A heroína conta com as perícias típicas da série, além de um belo arsenal de equipamentos, mas apenas quando veste o capuz de assassina.

    "Liberation" traz também um sistema de disfarces, que permite utilizar diferentes truques para cumprir as missões do jogo: assassina, escrava e dama. Embora sejam úteis para seduzir ou se infiltrar, os trajes de dama e escrava são menos versáteis do que o de assassina, que logo se torna a opção favorita do jogador. Mesmo assim, é um sistema diferente da fórmula bem conhecida da franquia e deveria ser mais explorado no futuro.

PONTOS NEGATIVOS

  • Gerenciamento da frota
  • Talvez por vir de uma experiência portátil, "Liberation" oferece um cenário menor do que outros games da série. Um jogador dedicado deve terminar a campanha em umas 12 horas. Encontrar todos os colecionáveis e cumprir as poucas missões secundárias devem consumir mais umas 8 horas, no máximo.

    A maior ausência é o sistema de batalhas navais. Aveline pode gerenciar uma pequena frota de navios, mas é só isso que faz: administrar números e determinar quais cargas transportar em um minigame nada animador. Uma vez que você pega o jeito, é uma maneira rápida de juntar dinheiro, mas nem de longe tão divertida quanto uma boa batalha naval como as de "ACIII" e "Black Flag".
  • Missões ruins
  • O maior golpe que "Liberation" sofre vem das missões da campanha principal. Em alguns momentos, parece que o game reúne tudo que a franquia "Assassin's Creed" já teve de ruim.

    Boa parte das missões envolvem ir de um ponto do mapa para outro. Em outras, você precisa seguir e escutar um inimigo específico, para no fim roubar um item de seus bolsos - coisa que era bem recorrente no começo da série e foi sendo colocada de lado conforme a Ubisoft percebeu que os fãs não gostavam de ficar repetindo esse processo.

    Também estão presentes missões furtivas sem um sistema de check point decente, onde você falha completamente assim que é avistado por um inimigo. Você não tem alternativa para lidar com as coisas quando elas dão errado nessas horas. Sua única opção é voltar para o começo da missão e tentar de novo, na base da tentativa e erro, até chegar ao fim.

    "Liberation" traz em demasia algumas das piores escolhas de design da franquia, coisa que só é realçada na versão em alta definição.

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