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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Análise: Knack


  • PONTOS POSITIVOS
  • Visual de desenho animado
  • Bom para jogar com crianças
  • PONTOS NEGATIVOS
  • Monótono e limitado

CONSIDERAÇÕES

Primeiro jogo mostrado para o PlayStation 4, "Knack" é um jogo fraco que não justifica a compra - ou até aluguel - mesmo nesse período inicial, de poucos títulos para o aparelho.

Lento, repetitivo e limitado, é um jogo longo demais para a pouca variedade de ação que oferece. Pelo visual colorido e bonito e a opção de jogar em até duas pessoas no mesmo videogame, pode acabar sendo apropriado para jogar com crianças pequenas, que não vão se incomodar de enfrentar os mesmos tipos de inimigos com os mesmos golpes e poderes pela aventura inteira.

INTRODUÇÃO

Via de regra, os primeiros jogos exclusivos de um videogame buscam mostrar as capacidades nova máquina e, quem sabe, apresentar uma potencial nova franquia de sucesso.

"Knack" chega com esse espírito, tentando aliar visual de ponta com uma jogabilidade simples e usos sutis de funções do PS4 - como a habilidade de pegar itens encontrados por amigos da PSN ou mesmo jogar o game inteiro no PS Vita por meio da função Remote Play.

Aqui o jogador controla Knack, uma criaturinha curiosa formada por relíquias, artefatos preciosos no mundo em que rola a brincadeira. Ao lado do garoto Lucas e um cientista, Knack enfrenta goblins, robôs e outras tantas criaturas para impedir que o vilão Viktor faça mau uso do poder das tais relíquias.

PONTOS POSITIVOS

  • Visual de desenho animado
  • "Knack" pode não apresentar o salto descomunal de qualidade gráfica que ficamos acostumados a esperar em transições de geração, mas é um jogo muito bonito.

    Cores vibrantes, cenários detalhados e personagens caricatos evocam produções consagradas em computação gráfica, como os filmes da Pixar. Em contrapartida, o universo do game, que mescla alta tecnologia com ambientes naturais, a exemplo de florestas e cavernas, remete ao mundo do japonês "Astro Boy" e outros do tipo.

    Em ação o game agrada, mas não surpreende. Knack explora cenários totalmente lineares, com um mínimo de possibilidade de exploração, e o destaque fica para a variação de escala: ora ele invade pequenos encanamentos e ambientes apertados, ora ele é gigante e detona inimigos e construções só de encostar neles.
  • Bom para jogar com crianças
  • Acredite, "Knack" lembra uma versão bem simplificada de qualquer jogo da série "LEGO": basta seguir adiante, batendo nos inimigos e coletando pecinhas para recuperar energia e, eventualmente, evoluir seu personagem.

    Pela simplicidade, acaba sendo um game excelente para jogar ao lado de crianças pequenas - como a própria série "LEGO" já mostrou.

PONTOS NEGATIVOS

  • Monótono e limitado
  • O principal problema de "Knack" reside em seu escopo limitado, uma aparente preguiça em tentar coisas diferentes e mais complexas.

    Ao longo de entediantes 13 capítulos - divididos em fases menores - o game desfila uma história clichê e de poucas emoções. A mecânica, por sua vez, pouco muda: siga em frente, bata nos inimigos da área, pegue o item e siga em frente.

    Vez ou outra Knack aumenta de tamanho e ganha alguns poderes, como uma armadura de gelo ou outra de madeira que pega fogo e pode acender fornalhas. Contudo, na prática, tudo isso se traduz em seguir em frente e bater nos inimigos.

    "Knack" pode usar poderes especiais apelões que ajudam a limpar a tela, mas demoram para recarregar. Além disso, há peças espalhadas pelas fases que compõem kits especiais. Ao completar um kit você libera uma melhoria ou até mesmo uma forma diferente para o herói, com poderes específicos.

    Pena que demora muito para completar um conjunto desses. Colecionar todos então é tarefa para duas ou mais rodadas completas pelo jogo todo.