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sexta-feira, 28 de março de 2014

Análise: InFamous: Second Son

  • PONTOS POSITIVOS
  • Visual impressionante
  • Cheio de personalidade
  • Limitado, mas divertido
  • PONTOS NEGATIVOS
  • Um pouco repetitivo

CONSIDERAÇÕES

Ao lado do genérico "Killzone: Shadow Fall" e do medíocre "Knack", "Infamous: Second Son" é disparado o melhor jogo 'triple A' exclusivo do PlayStation 4 até o momento.

Com gráficos feitos na medida para encantar e impressionar, o game mostra muita personalidade ao apresentar uma aventura de mundo aberto com uma história clichê, mas envolvente, e uma mecânica de limites bem definidos, mas que empolga bastante.

A variedade de extras e missões não faz frente a outros peso-pesados do gênero, como "Assassin's Creed IV: Black Flag" e, claro, "GTA V", mas garante diversão e ação por bastante tempo.



    INTRODUÇÃO

    Um dos poucos títulos mostrados no evento que revelou o PlayStation 4 ao mundo, "Infamous: Second Son" não empolgou muitos.

    Afinal, os primeiros jogos da série para PS3 nunca foram unanimidade na preferência de quem jogou e pouco foi mostrado da nova versão a ponto de criar qualquer tipo de hype.

    Ainda assim, belas imagens e vídeos empolgantes pavimentaram o caminho para um título com muita ação e potencial para preencher a lacuna de jogo de ação exclusivo do PS4 - algo que "Dead Rising 3" fez muito bem para o Xbox One.

    Ambientado alguns anos depois dos eventos de "Infamous 2", "Second Son" mostra uma nova cidade - Seattle - e novos personagens para contar uma nova história sobre pessoas com poderes especiais.

    PONTOS POSITIVOS

    • Visual impressionante
    • Do início ao fim, "Second Son" é um jogo lindo de se ver, desses que enche os olhos. Tudo é calculado e feito para impressionar: desde o brilho úmido das ruas aos letreiros de neon que pontuam as ruas de Seattle de noite.

      Outros pequenos detalhes que agradam são a cidade se espalhando até o horizonte, sem truques de névoa para mascarar limitações técnicas ou elementos 'pipocando' do nada, o brilho dos carros nas ruas e os muitos efeitos de luz, fumaça e afins durante as batalhas.
    • Cheio de personalidade
    • Delsin Rowe, o protagonista de "Second Son", é um cara marcante: convencido, pichador, gamer, um tanto quanto hiperativo, um bocado delinquente e cheio de tiradas engraçadinhas.

      O irmão mais velho, Reggie, faz ótimo contraponto, sendo um policial correto e bem ressabiado em relação aos condutores, as pessoas com poderes especiais que habitam o universo da série.

      Mas toda essa personalidade intensa de "Second Son" não fica restrita ao enredo e seus poucos, mas marcantes, personagens. Por exemplo, algumas missões secundárias simples envolvem grafitar paredes com spray, o que obriga a virar o DualShock 4 de lado, chacoalhar como se fosse uma latinha e mover o joystick para controlar a mira na tela.

      Piadinhas pontuam diálogos e placas pela cidade e até as missões paralelas têm um sabor diferente, desafiando a encontrar câmeras escondidas e espiões pela multidão - tarefas que acabam ficando repetitivas, mas que trazem certa diversidade ao gênero.

      Um ponto alto é que tudo isso foi fielmente retratado na localização em português que, ouso dizer, é a melhor feita pela Sony até hoje. Legendas eficientes e bem adaptadas encontram par perfeito em diálogos excelentes, com vozes que combinam e piadas que fazem sentido. Dá gosto ver o quanto este quesito evoluiu desde o terrível "Uncharted 3".
    • Limitado, mas divertido
    • Por mais que os cenários de "Infamous: Second Son" sejam muito bonitos, interatividade não é o forte deles. Não há veículos para pilotar, edifícios para explorar internamente são apenas o que fazem parte da história e os ambientes não são lá muito destrutíveis.

      Ainda assim, o game sabe oferecer aquilo que precisa para divertir e envolver. Os pedestres aplaudem Delsin quando ele age como herói e igualmente vaiam ou falam mal quando atua mais como bandidão.

      As estruturas utilizadas pelos inimigos podem ser facilmente derrubadas com golpes e projéteis e os numerosos letreiros de neon servem para recuperar energia e alguns dos poderes especiais.

      "Second Son" também dispensa partidas multiplayer online ou quantidades obscenas de colecionáveis inúteis, mas o que oferece é o bastante para divertir e saciar a fome de jogo.

      Há de se destacar a missão paralela "Paper Trail": disponibilizada em episódios ao longo das semanas após o lançamento do game, envolve também resolver quebra-cabeças e encontrar pistas em sites falsos pela internet, ou seja, a missão continua fora do videogame. Uma ideia simples, mas executada de forma original e eficiente.

    PONTOS NEGATIVOS

    • Um pouco repetitivo
    • O maior pecado de "Infamous: Second Son" está em, talvez, para alguns, durar um pouco mais do que devia.

      Isso porque lá pelas últimas missões você já está cansado de fazer os mesmos tipos de missões, enfrentando os mesmos tipos de inimigos... Sorte que o cardápio de poderes especiais é divertido e variado o bastante para manter o pique, mas é um pouco frustrante demorar um pouco mais em batalhas simples pelo único fato de os inimigos serem mais resistentes (afinal, já se está perto do final da aventura).

      Sinceramente, muita gente vai passar batido por este tipo de situação e pouco deve incomodar a repetição de situações. Ainda assim, para pessoas mais 'escoladas' em jogos de mundo aberto, acostumadas com mais missões e modos de partida, "Second Son" pode incomodar um pouco.