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segunda-feira, 9 de junho de 2014

The Last of US- Análise

Considerações

“The Last of Us” é um daqueles jogos que você se lembrará por muitos e muitos anos. Ele traz uma história forte, personagens marcantes e uma experiência de jogo muito acima do que era esperado do pessoal da Naughty Dog.

Você vai se envolver com a história desses dois personagens. Vai adorar explorar esse mundo e, o melhor de tudo, vibrar com o final do game que, mesmo sendo previsível, ainda é um dos mais bem contados dessa geração de videogames.

Se a história não bastasse, o game tem gráficos maravilhosos, que enchem os olhos. Cada cenário é tão detalhado que você começa a duvidar que o game está rodando de verdade no PlayStation 3 - e não no PS4.

Imperdível é a palavra que define “The Last of Us”. Você não se arrependerá de viver em meio ao caos com Joel e Ellie.

    The Last of Us

Introdução

“The Last of Us” é um jogo de sobrevivência onde ser esperto conta mais do que a força física. Você acompanha a jornada de Joel pelos EUA, um sobrevivente veterano da pandemia que destruiu o país, e Ellie, uma garotinha nascida na América devastada pela praga que infecta as pessoas e toma conta de seus corpos.

O jogo é produzido pelo mesmo estúdio de “Uncharted”, o que é garantia de uma experiência cinematográfica, mas engana-se quem pensa que os títulos compartilham das mesmas mecânicas.

Com grandes personagens, uma história tocante e um sistema de jogo divertido e empolgante, “The Last of Us” é um excelente jogo, que você não se arrependerá de jogar.

Pontos Positivos

  • História envolvente
  • A humanidade foi reduzida drasticamente por uma praga misteriosa. Agora, sobraram poucas pessoas neste mundo em que roubar e matar não são mais considerados crimes, mas sim tarefas triviais para se manter vivo.

    É difícil falar da história de “The Last of Us” sem citar momentos importantes, mas dá para colocar um norte e dizer que Joel é um sobrevivente e que viu o mundo antes da epidemia fúngica que assola o planeta há 20 anos. Ele precisa levar a jovem Ellie para um lugar seguro, mas para isso ele terá que cruzar metade dos EUA.

    Falar mais do que isso é estragar as surpresas e emoções que estão guardadas no game – que são muitas.

    Acompanhamos a história desses dois andarilhos, as pessoas que eles encontram, os monstros que eles matam... No início, Joel tenta evitar ficar próximo de sua ‘encomenda’, evita bater papo com Ellie e reflete todas as piadas dela com um comentário seco e meio recalcado. Mas conforme o jogo avança, os dois vão se tornando mais próximos, mais amigos e dependentes um do outro.

    Você vai se apegando ao jeito carrancudo de Joel e as molecagens de Ellie e logo se sente ‘em família’, como se eles estivessem sempre em sua vida, como se fossem pessoas reais. E é justamente isso que torna "The Last of Us" tão incrível e forte, obrigatório para os donos do PS3.
  • Gráficos incríveis
  • Um mundo sujo, destruído e tomado por musgo e mato. É assim que você enxerga o game nos primeiros minutos. Mas não dá para ficar embasbacado com a beleza dos escombros das cidades que você passa.

    A cada casa revistada você vai entendendo a vida das pessoas que ali moravam. A identidade visual é notável e coerente. Você vai aprendendo a identificar um lugar abandonado de outro que ainda abriga refugiados. As estações de metrô, as bibliotecas e outros locais públicos são pontos de referência para você identificar onde e como as pessoas receberam a notícia da epidemia mundial.

    Cada ruína de "The Last of Us" parece contar sua própria história, um registro silencioso dos últimos dias da civilização.

    Mas não são apenas os objetos inanimados que transpiram beleza, pois os detalhes dos personagens também enchem os olhos. Joel ganha novas armas e elas vão se acomodando em seus ombros. Os movimentos dele e de Ellie são extremamente bem feitos, aumentando a sensação de que aquele futuro maldito existe de verdade e do jeito que está sendo mostrado no game.
  • Sobrevivendo na selva de pedra
  • Catar lixo e transformá-lo em algo útil é levado a sério aqui. Um pedacinho de trapo pode ser útil para fazer um coquetel molotov ou para fazer um kit de primeiros socorros. Essa ferramenta é utilizada com maestria, pois você precisa se planejar de antemão – afinal, sabe-se lá o quê está atrás de uma porta.

    E pode ser realmente qualquer coisa, de um estalador cego e furioso ou o implacável atirador de uma milícia. Todas as pessoas no mundo de “The Last of Us” representam um perigo em potencial. O sistema de criação de itens é muito bacana e intuitivo. Você pode fazer de tudo, como bombas de pregos que explodem por aproximação, ou uma tábua com uma faca na ponta.

    Esses itens são importantíssimos para manter-se vivo e deixam você entretido ao mesmo tempo em que pensa em estratégias para uma próxima onda de infectados.

    Por falar em ondas de infectados, eles devem ser evitados ao máximo. Não pense em tentar matar um deles quando se está de bolsos vazios – você não conseguirá vencê-los. Diferente de “Uncharted”, aqui você precisa ser sutil, andar agachado e procurar atacar pelos flancos antes de ser detectado. Quando tudo isso dá errado, é hora de usar a mesma arma dos monstros: a brutalidade.
  • Brutal ao extremo
  • Joel não sobreviveu 20 anos nesse mundo apocalíptico sendo um cara bonzinho. Ele sabe lutar, sabe que precisa fazer de tudo para evitar ser comido vivo por um infectado. As cenas de combate são brutais e até desumanas.

    Um tijolo na mão é o suficiente para acabar com a maluquice desse mundo, ao menos por um instante. Joel corre até seu alvo e esmaga o bloco na cabeça dele. Às vezes Joel é tão brutal que Ellie chega a reclamar dizendo “isso é realmente necessário?” – esse mundo não foi feito para garotinhas assustadas.

    A violência faz parte do cotidiano das pessoas, que são capazes de fazer qualquer coisa para viver mais um dia. Qualquer coisa mesmo.
  • Multiplayer divertido
  • O modo multiplayer é bacana de verdade. Ele consegue pegar tudo o que vemos no modo de campanha sem tirar nem por. É possível ficar parado para ouvir passos de outras pessoas, tem que andar bem devagar para não chamar a atenção de todos os seus adversários.

    São dois modos de jogo, mas ambos são variações do modo mata-mata entre times, onde você escolhe sua facção, jogando como Vaga-Lumes ou Caçadores. Um ponto interessante é que o multiplayer detalha um pouco mais quem são os grupos de "The Last of Us", pincelando de leve os eventos que cercam a campanha solo.

    Não chega ser espetacular, mas, na minha opinião, vale a pena jogar para descontrair um pouco depois de uma sessão tensa com o modo single player.

Pontos Negativos

  • Audição seletiva dos inimigos
  • Os sistemas de combate e furtividade envolvem sons e a forma como você chama atenção dos inimigos. Você deve andar agachado e bem lentamente para não atrair atenção dos infectados ou dos soldados.

    O problema é que Ellie e outros aliados que Joel encontra no caminho não respeitam a regra do silêncio e falam o tempo todo, fazem interjeições e os inimigos nem ligam para isso. Mas basta Joel andar um pouco mais rápido para um estalador correr para cima e desesperadamente. Isso quebra um pouco a imersão, mas nada que comprometa demais a experiência.